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Vale a pena manter seguro de vida após aposentadoria?
(Matéria retirada do site www.endividado.com.br)
SÃO PAULO - Pouco após se aposentar, você resolveu fazer uma nova "faxina" no seu orçamento, para tentar identificar gastos desnecessários. Afinal, diante da perspectiva de uma vida mais longa, você agora investe mais tempo do que nunca no seu planejamento financeiro.
Ao se deparar com a despesa de seguro de vida, começou a ser questionar se este seria um gasto realmente importante. A verdade é que não existe uma resposta simples para esta pergunta, uma vez que isso depende não só da sua situação financeira, como também dos seus objetivos pessoais.
Quais são os seus objetivos?
Em primeiro lugar, é preciso rever quais os seus objetivos, agora que está aposentado. Feito isso, faça as contas e determine o quanto terá que gastar para realizar estes objetivos. Avalie se você conta, ou não, com os recursos necessários.
A resposta a esta pergunta é que irá determinar se você precisa, ou não, manter a sua apólice de seguro de vida. Caso você tenha o suficiente para a realização destes objetivos, manter a apólice pode não ser o melhor uso do seu dinheiro, e vice-versa.
Mas, se você não se sente confortável em decidir sozinho (a), seja porque não mantém um bom controle da sua situação patrimonial ou porque gosta de compartilhar suas decisões, veja abaixo alguns exemplos de situações em que contratar um seguro de vida é uma boa opção.
* Quem tem dívidas para quitar
Alguns aposentados aproveitam esta época da vida na qual têm mais tempo em mãos para comprar uma segunda casa, na praia ou no campo e, em decorrência, levantam um novo financiamento imobiliário. Caso o saldo devedor do financiamento ainda seja elevado, vale a pena contratar um seguro que garanta a quitação da dívida em caso de falecimento do mutuário. O raciocínio não é válido apenas para crédito imobiliário, mas para qualquer outro tipo de financiamento.
* Quem tem beneficiários
Os aposentados que possuem beneficiários e não acumularam um patrimônio que permita garantir a tranqüilidade financeira deles (cônjuge, filhos, ou netos) após o seu falecimento deve contratar um seguro de vida. O recurso também é indicado para quem, não tendo um patrimônio significativo, contratou um plano de previdência que não prevê a manutenção do beneficio de renda para os beneficiários após o seu falecimento.
Atualmente, a maioria dos planos de previdência oferecidos no mercado oferece a possibilidade de contratação desta cobertura de renda temporária, ou vitalícia, para os beneficiários, após o falecimento do titular do plano. Porém, algumas pessoas optam pela contratação do plano sem esta cobertura, visto que isso garante uma renda mais elevada durante o período no qual o titular estiver aposentado.
Porém, esta é uma estratégia arriscada, mesmo no caso do beneficiário ser um cônjuge de idade semelhante, pois nada garante que a sua expectativa de vida não acabe sendo muito distinta. Neste tipo de situação, pode valer a pena manter um seguro adicional para garantir o cônjuge após o falecimento do titular do plano. Contratar um seguro de vida também é uma opção interessante para pessoas com filhos, ou netos, com necessidades especiais, cujos custos financeiros de sua manutenção sejam elevados.
* Transferência patrimonial mais eficiente
A contratação de seguro de vida também é uma forma eficiente de transferência patrimonial, visto que o pagamento da indenização de seguro não faz parte do inventário e pode ser efetuado mais rapidamente. Além disso, o tratamento fiscal é mais vantajoso, uma vez que, na maioria dos casos, se trata de rendimento isento de tributação.
Em outros casos, quando por ser elevado o patrimônio pode ser alvo de forte recolhimento de impostos após o falecimento do titular, a contratação de seguro pode ser uma alternativa interessante para garantir a liquidez necessária para o pagamento de todos os impostos e taxas devidos, enquanto durar o inventário.
* Herança para entidade de caridade
Se você planeja deixar uma herança para uma entidade de caridade, nomeá-la como beneficiária da apólice de seguro pode ser uma forma interessante de garantir que não será preciso recolher imposto sobre o patrimônio transferido. Alternativamente, pode ser mais vantajoso indicar a entidade como beneficiária do plano de previdência contratado, já que esta renda está sujeita à tributação na fonte, enquanto o seguro de vida, cuja indenização é isenta, é feito em nome dos demais beneficiários.
Mas se você não se encaixa em nenhum destes casos, e tem um patrimônio maior do que os objetivos que pretende alcançar, pode não valer a pena contratar seguro de vida. Alternativamente, se você não quiser abrir mão por completo da cobertura, pois teme que o seu patrimônio seja apenas pouco superior aos objetivos que pretende realizar, é possível apenas reduzir o nível de cobertura do seguro.
Escrito por ACM às 10h09
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Veja se você tem feito o que gosta
(Matéria retirada do site: www.endividado.com.br)
SÃO PAULO - Parece exagero, mas a "paixão" é fundamental também no trabalho. Por ela entende-se o gosto por realizar suas tarefas, o entendimento dos objetivos e a percepção de que você está no caminho certo.
Impossível ou poético demais? Nem tanto. É claro que a necessidade de pagar as contas e sustentar uma família são fatores que contam, e muito, na permanência em um emprego. Porém, sua carreira e a rotina de passar a maior parte do seu dia mergulhado no trabalho exigem de você maior atenção.
Qual o seu sonho?
Pulando as sete ondas ou estourando um champanhe em casa mesmo, pense nos seus sonhos. Tudo fica mais fácil quando se tem um objetivo: trabalhar para quê? Guardar dinheiro por quê?
Tendo isso em mente, o negócio é partir para o ataque. O emprego atual lhe satisfaz? Você faz mesmo o que gosta? Existe afinidade com a política da empresa e com a equipe com quem trabalha no dia-a-dia?
Caso a resposta seja sempre "não", cuidado! Não dá para viver movido pelo salário a vida toda. O fazer o que gosta está entre os principais fatores de motivação, e você tem direito a isso.
Solução pode estar muito próxima
Em algumas situações, a solução está muito mais perto do que você imagina, mas na correria da sua rotina não consegue visualizá-la. Procure observar melhor a empresa, as atividades desenvolvidas por outros departamentos...Talvez a sua realização seja encontrada com uma simples mudança de área.
Sendo assim, que tal experimentar? De olho em seus objetivos, não tenha medo de mudar, de arriscar, desde que se planeje para isso. Trace suas metas e não deixe de persegui-las. Afinal, um novo ano começa e, com ele, muitas realizações. Boa sorte!
Escrito por ACM às 13h09
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Por que ... continuação.
Leia com atenção o contrato
Descuido esse que lhe custou muito caro, mais precisamente, cerca de R$ 800, já que quando efetivamente pagou a dívida ela havia quintuplicado frente ao valor inicial de R$ 200. No caso de Vânia, teria sido melhor ela ter efetuado o pagamento em dia, e depois questionar sua cobrança, ou então pedir revisão da fatura antes do vencimento da data de pagamento.
Ignorar a dívida só piorou sua situação. Teria sido melhor até mesmo pagar a quantia da qual não estava de acordo, e depois pedir restituição, mesmo perdendo a oportunidade de gastar este dinheiro ou aplicá-lo, do que ter que pagar juros sobre ele.
Ninguém nega que existem abusos por parte das operadoras de cartão de crédito, mas como parte interessada na situação, você deve se manter atento à evolução da sua dívida, e agir o mais rápido possível. Este é o tipo de situação em que deixar para amanhã só piora tudo.
Portanto, leia atentamente o contrato de adesão. Veja em quais condições a operadora pode rever as taxas, quais as penalidades por não pagamento em dia, etc. Apesar de ter argumentado que não recebeu as faturas, Vânia teve que arcar com a dívida, pois o contrato previa que ela devia comunicar qualquer alteração de endereço.
Muitas operadoras colocam os dados mais importantes em letras minúsculas, mas isso não serve como defesa, sobretudo, se o documento tiver sua assinatura. Não se iluda! Nada vem com tanta facilidade, sem um custo. O fato de se tratar de crédito pré-aprovado facilita a sua vida, pois você tem o dinheiro em mãos, mas traz consigo mais responsabilidades.
Os termos e obrigações variam muito de cartão para cartão. Portanto, mesmo que este seja seu quinto cartão de crédito, e você acredite já conhecer os termos, leia todos os itens do contrato de adesão, com o máximo cuidado.
Exija seus direitos
Se suspeitar de uma cobrança indevida ou do cálculo equivocado do saldo devedor, você tem o direito de pedir esclarecimento à operadora de como foram feitos os cálculos. Este direito lhe é assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor, e você deve exercê-lo se achar que houve abuso.
No caso de Vânia, é possível que, se tivesse reclamado dos seus direitos e pedido uma revisão da cobrança, ela fosse bem sucedida. Do ponto de vista da operadora, poderá valer mais a pena oferecer um desconto no saldo residual devido, e garantir que ela permaneceria com o cartão, do que deixar a situação sair do controle.
Aqui não existem regras claras, e as operadoras tendem a analisar a situação do consumidor de maneira individual, muitas vezes de olho no seu potencial futuro de uso do cartão. Exatamente por isso é mais fácil conseguir renegociar uma dívida no final do ano, quando as operadoras querem que as pessoas voltem a consumir. Por que não aproveitar esta oportunidade para finalmente quitar a sua fatura e começar o próximo ano com o pé direito?
(Matéria retirada do site o Endividado.)
Escrito por ACM às 10h20
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Por que é tão difícil zerar a dívida no cartão de crédito?
SÃO PAULO - Pagar uma dívida é sempre uma tarefa árdua, mas no caso do cartão de crédito ela é ainda mais difícil. Em primeiro lugar isso se deve à facilidade com que atualmente se obtém um cartão de crédito. Pessoas de um bom poder aquisitivo acabam acumulando vários cartões e, se não forem conscientes no seu uso, rapidamente perdem o controle.
Não bastasse isto, trata-se de uma linha pré-aprovada, de forma que basta ir ao shopping e gastar. Você não sente no bolso, é diferente do talão, no qual o simples fato de preencher o valor reforça a percepção do gasto. Junte isso com o fato de que você pode optar por pagar menos do que lhe é exigido, rolando assim a dívida, caso não tenha recursos suficientes - que não é difícil entender o porquê de tantas pessoas acumularem dívidas no cartão.
Resistindo ao impulso de gastar
A primeira providência a tomar neste caso é simplesmente não incorrer em novos gastos no cartão. Imagine que no mês passado não pagou o valor mínimo exigido na fatura, rolando parte da dívida. Não bastasse isso, neste mês você gastou um pouco mais no cartão.
Reflita friamente sobre o caso. A menos que no mês anterior algo extraordinário tenha acontecido, comprometendo seu orçamento, ou que neste mês você esteja esperando um rendimento extraordinário, o mais provável é que, quando receber a fatura deste mês, novamente não conseguirá efetuar o pagamento mínimo.
Não é preciso muito conhecimento financeiro para ver que, mesmo ignorando a multa por atraso de 2%, o simples fato de rolar a dívida faz com que ela cresça 10%, que é o valor da taxa média cobrada nas operações de cartão de crédito. Mas, não para por ai. Quanto mais você adia o pagamento da dívida, mais ela cresce e pior fica o seu histórico de crédito, o aumentando as chances da administradora de cartão decidir elevar a taxa que cobra de você.
Perseguindo um alvo móvel
Você finalmente decidiu pagar integralmente a fatura, e no mês seguinte não incorreu em novos gastos. Ainda assim, recebeu um extrato contendo um saldo residual a pagar no mês seguinte?
Situações como estas não são incomuns e acontecem pelo fato de que o valor impresso na fatura não necessariamente reflete o valor da dívida no dia em que você efetuou o pagamento. Afinal, a fatura é emitida antes da data de vencimento do pagamento, e neste caso o valor da dívida sendo corrigido diariamente faz com que haja um saldo residual. Isso sem falar na possibilidade de você ter incorrido em gastos adicionais, que não foram computados até a data de emissão da fatura.
Depois de acumular um saldo devedor tão grande, a vendedora, Vânia do Amaral, desprezou a cobrança de R$ 200 que veio na fatura do mês seguinte. "Acreditei que era um erro, afinal eu havia quitado uma dívida de quase três mil reais no mês anterior", afirmou Vânia. Mas não era, e seguindo à risca seu plano de não gastar mais no cartão, a vendedora quebrou o cartão e ignorou as faturas.
"Na verdade mudei de endereço, e como já havia pago o cartão, não me preocupei em transferir a correspondência". Como não efetuou nenhum pagamento, a sua dívida subiu para R$ 224 no mês seguinte, e bastou atrasar mais um mês, para a taxa ser revisada para 15%. Depois de quatro meses a dívida dobrou e, em um ano, ela já era de pouco mais que R$ 1 mil.
Assim, uma recomendação para quem tem dívida no cartão é lembrar sempre que o que está impresso na fatura é como jornal, já aconteceu. E o fato de ter restado um resíduo que não foi pago, por mais absurdo que pareça, também não é falta da operadora de cartão de crédito, mas sim um descuido da vendedora.
Escrito por ACM às 10h18
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